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O Marido perfeito mora ao lado

O Marido perfeito mora ao lado

Editora Record

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Editora
Editora Record 
ISBN-13
9788501093219 
Edição
3ª Edição 
Idioma
Português 
Número de páginas
226 
Formato
ePub 
Impressão
Não Permitida 
Cópia
Não Permitida 

Descrição

A incomunicabilidade entre os casais, a dificuldade em entender o outro, as armadilhas do amor. Tudo isso embrulhado em um enredo lúdico e bem articulado, que resgata o prazer da leitura. Definindo O MARIDO PERFEITO MORA AO LADO como uma história de amor, Felipe Pena enreda o leitor com as diferentes narrativas sobre aspectos diversos da alma e do cotidiano. “Quero fazer o leitor virar a página. Se você disser que não conseguiu largar o livro terá feito o melhor elogio que eu posso receber. Esse será meu maior prêmio”, afirma o escritor. Em seu segundo romance, Felipe — um dos articuladores do Manifesto Silvestre, em defesa da narrativa, do entretenimento e da popularização da literatura — mescla paixões, sociopatas e obsessões dentro de uma trama policial contemporânea, situada no Rio de Janeiro. Personagens típicos da cidade ajudam a retratar as discrepâncias sociais e a convivência aparentemente democrática de tipos heterogêneos, sem deixar de lado a crítica social.

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Resenhas

Romance proibido
por BRAVO

A estudante Nicole se insinua sem dó para o diretor da faculdade, o charmoso Pastoriza. A noite ardente em pleno apartamento dele, no Rio de Janeiro, é contada no livro O Marido Perfeito Mora ao Lado.

- Bom dia, diretor.

Nicole estava suada, o rosto mais avermelhado que o normal, os músculos da perna ainda contraídos. Trajava um daqueles uniformes de academia de ginástica. Ao cumprimentar Pastoriza, que estava sentado, deixou que a pélvis encostasse em seu ombro, causando uma excitação...Leia mais

A estudante Nicole se insinua sem dó para o diretor da faculdade, o charmoso Pastoriza. A noite ardente em pleno apartamento dele, no Rio de Janeiro, é contada no livro O Marido Perfeito Mora ao Lado.

- Bom dia, diretor.

Nicole estava suada, o rosto mais avermelhado que o normal, os músculos da perna ainda contraídos. Trajava um daqueles uniformes de academia de ginástica. Ao cumprimentar Pastoriza, que estava sentado, deixou que a pélvis encostasse em seu ombro, causando uma excitação constrangedora.

- Precisava fazer exercício, aliviar um pouco a tensão dos últimos dias. Gosto de correr na Barra. A praia é mais limpa e os prédios não ficam colados uns nos outros como na zona sul. Preciso tomar um suco, comer alguma coisa.

A frase era um convite explícito para dividir a mesa com Pastoriza, que puxou uma cadeira para a aluna e chamou o garçom.

Os demais clientes não podiam deixar de reparar no casal. Não só pela conversa engajada, íntima, mas pelas risadas extravagantes que preenchiam o ambiente. Pastoriza e Nicole pareciam compartilhar um mundo próprio, sem limites, alheio a qualquer interferência externa. Mal perceberam que o dia havia escurecido quando o garçom perguntou se queriam algo mais.

Queriam, mas tinham paciência para esperar.

Não pediram sobremesa nem café, apenas uma terceira garrafa de vinho, que ele carregou embaixo do braço logo após pagar a conta. Trôpegos, fizeram o caminho de volta. Descalços, caminharam pelo asfalto ainda quente da rua onde Pastoriza morava.

Não precisaram do elevador para chegar ao segundo andar.

Levantou às onze e quinze. Não tinha sintomas de ressaca nem de qualquer tipo de indisposição. Pelo contrário: sentia-se revigorado. Pelo reflexo, podia ver quatro arranhões paralelos que iam do ombro esquerdo até a metade das costas. Na mesinha lateral, a garrafa vazia e duas camisinhas usadas. As roupas estavam jogadas pelo chão, assim como o lençol e os travesseiros. Nicole ainda dormia, de bruços, enrolada no edredom, com os pés descobertos e o braço direito caído para fora da cama. O cabelo cobria a boca e parte da maçã do rosto, deixando o pescoço à mostra. Um pequeno pingente de diamantes sobrevivera aos movimentos bruscos da esbórnia noturna, mas faltavam duas ou três pedras, espalhadas pelo quarto. Após o banho, Pastoriza preparou um chá de erva-doce, acompanhado de algumas gotas de limão.

- Bom dia, diretor - disse Nicole, ainda se espreguiçando, depois de sentar na cabeceira e deixar o edredom escorrer pelo corpo.

- Em dois dias, é a segunda vez que ouço esse bom-dia.

- Espero que o de hoje seja melhor que o de ontem.

- Ambos foram surpreendentes, mas o de hoje teve mais...

- Volúpia?

- A palavra é boa, mas não era o que eu ia dizer.

- E o que era?

Não sabia. Talvez nem fosse um adjetivo sensual. Talvez nem adjetivo fosse. Muito menos sensual. Um substantivo seria mais adequado, mais sóbrio, embora a palavra volúpia fosse, de fato, um substantivo. Pensando bem, após o verbo "ter", seguido do advérbio "mais", só poderia usar substantivo. Que é isso? A garota nua na minha frente e eu aqui pensando em gramática!

Pousou a bandeja na mesa e pulou em cima dela. Rolaram pela cama, o edredom ainda amassado, atrapalhando os movimentos. Primeiro, desvencilhou um dos joelhos. Beijou o joelho. E deslizou a língua pela parte interna da coxa, enquanto usava as mãos para libertar a outra perna. Os olhos perto da carne: uma lente de aumento, os poros que saltam enrubescidos. Ela o segurou por baixo: a palma estalada se fechando nas bolas. A boca explorando territórios, sem urgência, a não ser a de se livrar da cueca já umedecida. Duas mordidas na virilha e o gemido que vaza pelo quarto atravessando paredes, amplificado pela ansiedade do movimento seguinte: aperta a glande suada, em rígida expectativa, descendo pelo tronco e retornando pelo mesmo caminho, sem pausas na cadência detalhada. Ele alcançou-lhe a pélvis no mesmo ritmo. Um dedo, dois dedos, e a devolução do gemido escorrendo pelas laterais. Degustaram juntos: ele sorveu o fluido viscoso dela e beijou a boca subvertida pelo desejo de compartilhar um pouco de tudo, quase tudo, ou melhor, tudo. Dividiram o gosto na saliva. Engoliram o gozo precoce de Nicole, que suspendeu a anca sobre o colchão e abocanhou Pastoriza para também degluti-lo.

O autor Felipe Pena é psicólogo, jornalista e professor de mestrado e doutorado em comunicação da Universidade Federal Fluminense. O Marido Perfeito Mora ao Lado é seu segundo romance.

Este texto é uma compilação de vários trechos do livro O MARIDO PERFEITO MORA AO LADO