compre, baixe e leia

Crianças francesas não fazem manha

Crianças francesas não fazem manha

Os segredos parisienses na arte de criar filhos

Editora Objetiva

avaliações

Recomendado por Claudia

Edição digital

de R$ 19,90 por

Onde você pode ler:
Compatível
Incompatível
  • Windows PC
  • iPad®
  • Tablets Android
  • iPhone®
  • Smartphone Android
  • Mac OS
Tablets Android testados
Samsung, Motorola e Sony
ver todos os dispositivos e requisitos
Formatos Formatos

ePub

ePub: Trata-se de um padrão internacional para livros digitais. Permite que a leitura seja uma experiência agradável em qualquer tamanho de tela, pois permite aumentar ou reduzir o tamanho da fonte utilizada, bem como o tamanho da página, entre outras funcionalidades, adequando o livro às necessidades do usuário.

OFIP: Inovadores, estes formatos de publicação permitem não somente uma leitura mais agradável, como também trazem ferramentas interativas como vídeos, álbuns de fotos, hypertextos, hyperlinks e visualização conforme a preferência do leitor (retrato ou paisagem, disponíveis somente em iPad).

PDF: O PDF (Portable Document Format) é um formato portátil para documentos, muito usado na internet devido à sua versatilidade, facilidade de uso e tamanho. Um documento PDF tem a mesma aparência, gráficos e formato que um documento impresso.

ver ficha técnica

Edição digital

Editora
Editora Objetiva 
ISBN-13
9788539004355 
Edição
1ª 
Idioma
Português 
Número de páginas
272 
Formato
ePub 
Impressão
Não Permitida 
Cópia
Não Permitida 

Descrição

A jornalista americana Pamela Druckerman se muda para Paris logo após se casar. Lá, além das diferenças culturais mais conhecidas, começa a observar que as crianças se comportam de forma muito mais educada do que jamais viu. Estarrecida, ela percebe que os jantares nas casas dos franceses não são eventos caóticos em que crianças interrompem os adultos, brigam com os irmãos ou reclamam dos legumes.
Esse é apenas um dos exemplos que a fazem querer descobrir qual é a mistura de autoridade e relaxamento dos pais que faz com que as crianças francesas sejam tão comportadas, sem ficarem reprimidas ou sem personalidade. Afinal, qual é o segredo para que durmam a noite toda? Para que não tenham ataques de birra em público? Para que sejam educadas à mesa e experimentem muito mais do que nuggets e batatas? Para que desenvolvam a autoestima e se tornem articuladas?
Os pais que ela observou em Paris parecem ter encontrado o equilíbrio perfeito entre ouvir os filhos e deixar claro que são os adultos que mandam. Pamela nota que os franceses conseguem balancear admiravelmente suas necessidades e as das crianças, não se acorrentam a um falso conceito de pais perfeitos e, ainda assim, são atentos, carinhosos e criam filhos educados e felizes.
Crianças francesas não fazem manha, resultado da observação de anos da autora, é um relato inteligente, bem-humorado e ao mesmo tempo bem-fundamentado dos segredos dos franceses para ter filhos criativos e educados — e também um manual para os pais não se tornarem escravos de pequenos tiranos.

Leia mais Voltar

Resenhas

Jeitinho francês
por CLAUDIA

Será possível virar mãe sem se tornar refém do mundo infantil? Observando o modo de educar das francesas, uma americana descobriu que sim. E conta o segredo delas em um livro. Pois é, além de magras, as danadas sabem criar filhos com classe!

Quando a jornalista americana Pamela Druckerman foi morar em Paris, não imaginou que, ao ter sua primeira filha, se tornaria uma "mãe francesa". O jeito de ser dos franceses com suas crianças chamou a atenção da ex-repórter do The Wall Street Journal, que...Leia mais

Será possível virar mãe sem se tornar refém do mundo infantil? Observando o modo de educar das francesas, uma americana descobriu que sim. E conta o segredo delas em um livro. Pois é, além de magras, as danadas sabem criar filhos com classe!

Quando a jornalista americana Pamela Druckerman foi morar em Paris, não imaginou que, ao ter sua primeira filha, se tornaria uma "mãe francesa". O jeito de ser dos franceses com suas crianças chamou a atenção da ex-repórter do The Wall Street Journal, que captou um estilo de educar com limites diferentes dos que conhecia em seu país. As crianças parisienses costumam dormir a noite inteira logo nos primeiros meses, mostram boas maneiras à mesa (ainda no cadeirão!) e parecem preferir alcachofras a salsichas. Birras na casa dos amigos dos pais também não são comuns por lá. Os adultos conversam na santa paz enquanto as crianças se distraem com seus brinquedos. "É provável que o limite deles seja mais estreito. Não vejo uma criança francesa jantando no sofá de veludo", diz o pediatra Fabio A. Lopes, de São Paulo.

Pamela passou a se perguntar: "Como eles conseguem?" O resultado de sua investigação, que pode inspirar as mães brasileiras, está no best-seller Children Don¿t Throw Food: Parenting Secrets From Paris (Doubleday), lançado na Inglaterra e nos Estados Unidos. O livro, cujo título em livre tradução quer dizer "Crianças francesas não jogam comida no chão: segredos direto de Paris para educar filhos", ainda não tem previsão de ser publicado no Brasil. Mas CLAUDIA BEBÊ entrega algumas ideias de Pamela comentadas por especialistas brasileiros.

Ensinar a dormir sozinho

O limite, na abordagem francesa, começa no berço. Literalmente. "Pais franceses fazem suas noites", diz Pamela Druckerman. "Não esperam que seus bebês cresçam para voltar a dormir bem." Enquanto nos Estados Unidos (e aqui) é comum ver os casais em um pesadelo constante, se revezando para atender o bebê, os franceses praticam uma espécie de escuta atenta: em vez pegar a criança ao primeiro resmungo, esperam de cinco a dez minutos, até ter certeza de que ela está realmente infeliz. Ou adotam um método ainda mais simples: deixar o bebê chorando e esperar que o choro diminua gradualmente, até que ele durma. "Eles se permitem acreditar que a criança pode estar apenas resmugando ou sonhando", diz a autora.

Compreender que o choro nem sempre simboliza sofrimento é um dos ensinamentos dos franceses. Mas a psicóloga Ceres Alves, de São Paulo, observa que até o terceiro mês de vida o bebê deve ser atendido sempre que chora: ele pode estar desconfortável, com fome, frio, calor etc. Isso porque no útero ele tinha suas necessidades satisfeitas naturalmente. Ao nascer, passa a experimentar a falta. "Depois desse período, ele pode esperar", concorda Ceres com a autora. A partir do quarto mês é o momento de criar uma rotina, com horários para dormir, comer, passear. "Assim, progressivamente, o bebê vai dormindo menos de dia, e o sono da noite começa a ser mais comprido", diz a psicóloga.

O pediatra Fabio lembra que, por volta de sete meses, a criança apresenta o que os psicólogos chamam de "angústia da separação". "O bebê percebe que é um ser separado da mãe e acorda frequentemente, para saber se ela está por perto", diz ele. Nesse período, a mãe deve demonstrar que está presente, falando de longe, oferecendo um paninho, um bichinho ou algo assim. A atitude ideal é colocar o bebê no berço, dar um beijo e sair do quarto "à francesa", sem se render ao chorinho de manha. "Se a criança não fica um pouco sozinha quando chora, não tem tempo para entrar em contato com ela mesma", comenta o pediatra.

Ensinar a comer bem

O título original do livro na versão inglesa, "Crianças francesas não jogam comida no chão", foi inspirado em uma situação vivida por Pamela, quando sua filha tinha 8 meses. De férias com o marido e a pequena, em um hotel no litoral da França, a autora tentava encontrar, em um menu de frutos do mar, "um pedaço de pão ou qualquer coisa frita", que interessasse à filha. De repente, a garotinha começou a fazer a maior bagunça no restaurante, derramando o sal dos saleiros, do alto do cadeirão. Insistiu para ir para o colo, chamando a atenção de todos. Pamela percebeu que apenas ela vivia aquele "pequeno inferno". As famílias francesas almoçavam tranquilamente. "As crianças estavam sentadas e contentes, comendo peixe e vegetais. Não havia gritos nem detritos no chão!", conta, indignada.

Foi quando a jornalista notou que a maneira de lidar com a alimentação, para os franceses, é absolutamente diferente da dos americanos. Ela ironiza, dizendo que nenhuma francesa compra o DVD do Baby Einstein, que estimula a criança aprender a ler aos 3 anos. Em contrapartida, sabe como colocar um pequeno cidadão para comer direito. "As crianças almoçam uma versão reduzida do menu dos adultos, começando com salada e terminando com queijo, como é o costume deles", conta ela. Os horários para as refeições são fixos, e as mães estimulam a criança a provar novos alimentos. Como? De certa forma, impondo a comida como algo bom e nutritivo, sem criar um cardápio diferenciado porque naquele dia tem algo de que a criança não gosta.

E o que fazer se seu bebê não comer direito? Depois da fase do leite materno, recomendado pelo pediatra até os oito meses, os pequenos tendem a aceitar com facilidade o que os pais oferecem. Perto dos 3 anos, passam a ficar seletivos, começa aquele tal de "não quero o verdinho". "O negócio é oferecer, mas respeitar a recusa", aconselha o pediatra. Muito da resistência tem a ver com o desconhecimento do alimento. Talvez o costume francês de usar ingredientes frescos, cozinhar as refeições com menos pressa e envolver os pequenos no preparo dos pratos tenha a ver com a maior aceitação.

Ensinar a ser civilizado

Estimular a criança a perceber as necessidades alheias - e não se comportar como um reizinho - é outra regra da educação francesa. Elas devem dizer: "Olá, tchau, obrigada e por favor". Isso vai ajudá-las a aprender que não são as únicas que precisam ser respeitadas. Elas também aprendem a aguardar sem ficar ansiosas quando algum pedido seu é negado. "Espere!", é uma palavra mágica para os pais parisienses. E funciona.

Ao contrário das crianças americanas (e brasileiras!), muitas vezes acostumadas a receber tudo na mão, os pequenos franceses também são incentivados, desde cedo, a colaborar em atividades domésticas como: tirar os pratos da mesa depois de comer, molhar as plantas, limpar os calçados, ajudar o irmão menor etc. "É uma maneira de ensinar que cada um contribui para o bem de todos da família", comenta a psicopedagoga Maria Irene Maluf, membro do conselho da Associação Brasileira de Psicopedagogia. O ensinamento dos princípios de cidadania começa em casa, para depois ser ampliado na escola. Lembrando que, para os franceses, "educar" é algo que nada tem a ver com a escola, mas com o modelo estabelecido em casa. A escola vem apenas acrescentar, e não fazer pelos pais o que eles não conseguem realizar, conforme seus valores e hábitos.

Ensinar que há limites

"Não" é uma palavra respeitada pelos pequenos franceses, segundo a autora. "O que mais me impressiona nos pais é a autoridade, exercida com uma calma que só posso invejar", diz Pamela. Por uma razão simples: eles deixam claro o que é possível e o que não é possível para a criança - e não negociam. Enquanto no Brasil muitos pais passam horas em longas conversas explicativas com filhos pequenos, para justificar por que não podem isso ou aquilo, a autora recomenda apenas lembrá-los de "quem é o chefe". "Sou eu quem decide", sugere ela, como resposta para as réplicas e tréplicas dos pequenos. O silêncio também é uma boa resposta. "Quando eles se comportarem mal, não diga nada. Use a tática dos `olhos grandes¿, um olhar severo de repreensão", ensina. A técnica parece funcionar como um botão "off". "Não vejo crianças francesas elétricas ou respondendo às ordens dos pais de igual para igual. Elas entendem que são crianças e que são subordinadas a eles", atesta a autora. Até porque, segundo os especialistas, crianças pequenas, até os 5 anos, não têm repertório emocional para entender grandes explicações. A palavra de ordem, para as francesas, é "moldura". O segredo é criar uma moldura de limites em algumas situações, dando liberdade em outras. Educar sem se tornar refém dos pequenos.

Ensinar a obedecer

A dica francesa é dar as ordens em tom afirmativo, sem deixar espaço para a criança decidir. Um exemplo: em vez de dizer: "Vamos tomar banho?", o correto é sentenciar: "Vamos tomar banho". "Está certo. Ou a criança toma o comando!", comenta a psicopedagoga Jane Arrais, de São Paulo. Especializada em défict de aprendizagem, Jane observa que a maioria dos estudantes que não se adaptam bem na escola teve um ambiente caótico em casa. "Sem rotina estabelecida pelos pais, como ele vai se adaptar a um lugar com regras?", critica.

Os franceses, por sua vez, são mestres em delimitar território. Ao visitar amigos, fica claro que os adultos têm seu espaço e que as crianças devem brincar sem interromper toda hora. "Os pais franceses se empenham em combater a infantilização do mundo adulto criada pela chegada de uma criança e preservar os `direitos dos pais¿", diz Pamela. Em caso de birra pública, o pediadra Fabio encerra o assunto com um comentário inquestionável: "Birra é teatro. Se a peça de teatro não tem público, sai de cartaz!", diz ele. A autora narra os episódios do livro com humor, levando o leitor a acreitar que é possível educar com limites e flexibilidade. "A mãe perfeita não existe. Ninguém precisa se culpar por não viver a serviço constante dos filhos", provoca ela.