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Ficha técnica

Edição Digital:
Editora: Companhia das Letras
eISBN-13: 9788580861815
ISBN-13: 9788535920284
Origem: BR
Edição: 1ª Edição
Idioma: Português
Número de páginas: 376
Formato: EPUB
Impressão permitida: não
Cópia permitida: não

1922

Numa narrativa fluente, elegante e crítica, que mescla linguagem jornalística e relato histórico, o jornalista Marcos Augusto Gonçalves dá vida aos personagens e descreve as famosas jornadas que animaram o Teatro Municipal nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, durante o festival que ficou conhecido como Semana de Arte Moderna. Ao mesmo tempo em que reconstitui passo a passo o evento, o autor despe o episódio de mitos que o foram cercando ao longo do tempo: desde certas fantasias triunfalistas associadas a uma espécie de superioridade paulista na formação da cultura moderna brasileira, até as versões que, ao contrário, insistem em diminuir a importância histórica dos festivais encenados pelos rapazes modernistas e patrocinados pela elite econômica da emergente Pauliceia. Nesse sentido, o livro incorpora críticas que têm sido feitas, desde a década de 1980, a algumas “verdades” consagradas pela historiografia e pelo senso comum. Como a ideia de que a arte e a literatura dos anos que antecederam a Semana seriam apenas acadêmicas ou ...

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Página(s):

1922 - A Semana Que Não Terminou 13/03/2012
BRAVO! - 01/02/2012

Autor: O jornalista Marcos Augusto Gonçalves é editorialista e repórter da Folha de S.Paulo. Foi editor do caderno Ilustrada do jornal e também organizou Pós-Tudo: 50 Anos de Cultura na Ilustrada. Tema: Uma longa reportagem histórica sobre a Semana de Arte Moderna, marco do modernismo brasileiro, que se deu entre 13 e 17 de fevereiro de 1922, no Theatro Municipal de São Paulo. São detalhados os episódios e bastidores dos três festivais do evento. Por que ler: Pelo caráter jornalístico da obra, que equilibra, após apuração cuidadosa, versões de um episódio polêmico - como se vê no capítulo A Fúria do Jeca, sobre a pintora Anita Malfatti. Preste atenção: No capítulo intitulado ironicamente Posfácio Desinteressantíssimo. O autor pincela a valorização da semana nas décadas seguintes e comenta desdobramentos nos anos 1970. Trecho: "(...) ele e seus amigos foram recebidos em casa por Malfatti. Não se sabe exatamente quais as reações provocadas por aquelas obras tão diferentes para os padrões brasileiros, mas é certo que os visitantes incentivaram a pintora a exibi-las". (pág. 103)

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