Psicologia
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Autor(es): Daniel Goleman
Editora: Editora Objetiva
Assunto: Psicologia
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Ficha técnica
Edição Digital:
Editora: Editora Objetiva
eISBN-13: 9788539001910
Edição: 1ª Edição
Idioma: Português
Número de páginas: 372
Formato: EPUB
Impressão permitida: não
Cópia permitida: não
Inteligência emocional
Uma teoria revolucionária redefine os conceitos de inteligência
Inteligência é emocão. QI não é destino. O fascinante e convincente livro “Inteligência Emocional”, de Daniel Goleman revela que a nossa visão sobre este assunto ainda é muita estreita.Aliando o rigor do cientista à experiência humana do psicólogo, o autor examina questões polêmicas através de uma viagem pelos labirintos da mente humana. Mostrando que o controle das emoções é fator essencial para o desenvolvimento da inteligência do indivíduo, a obra cita exemplos de casos do cotidiano que demonstram a incapacidade das pessoas em lidar com as próprias emoções, tendo como conseqüência a destruição de vidas e o abalo de carreiras promissoras. Como atuar diretamente sobre a inteligência emocional para que problemas assim sejam evitados é o enfoque central da obra.
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O psicólogo americano Daniel Goleman, 57 anos, tem 20 livros publicados e é uma das referências internacionais quando o assunto é aproximar a ciência da religião. Ele ficou mundialmente famoso ao escrever o best-seller Inteligência Emocional (ed. Objetiva), que vendeu 300 milhões de exemplares em todo o mundo. Em entrevista a Bons Fluidos ele fala de meditação, budismo e diz como podemos ser muito mais felizes quando lidamos com nossas próprias emoções e com as de quem está a nossa volta. Há mais de uma década Daniel Goleman organiza encontros entre o Dalai-Lama, líder espiritual do budismo tibetano, e cientistas de diversas áreas para trocas de experiência que aproximam ciência e religião. A última dessas reuniões, que aconteceu em março de 2000, foi transformada no livro recém-lançado Como Lidar com Emoções Destrutivas – Para Viver em Paz com Você e os Outros (ed. Campus). Goleman foi um dos primeiros pesquisadores ocidentais a aventurar-se no domínio das religiões do Oriente. Já na década de 70, fez sua tese de pós-doutorado sobre meditação, o que inspirou sua primeira obra, A Mente Meditativa (lançado no Brasil em 1999, com edição esgotada). Experiente, ele acredita que não há fronteira entre os vários ramos de conhecimento e que são válidos todos os esforços para transformar raiva, frustração e tristeza em felicidade. Bons Fluidos – Como o sr. define a inteligência emocional? Daniel Goleman – Esse termo refere-se ao conhecimento que temos a respeito de nossas emoções: se lidamos bem com elas, como conduzimos nossos relacionamentos e se sabemos reconhecer como as outras pessoas estão se sentindo. O livro, editado em 1996, continua atual porque todos nós somos provocados por emoções e relacionamentos. Pessoas das áreas mais variadas – psicologia, educação, assistência social, medicina, psiquiatria, negócios – têm mostrado interesse pelo assunto. Porém, por ser uma idéia tão nova, é preciso que haja muito mais estudos a respeito. Sou co-presidente de um grupo (Consortium for Research on Emotional Intelligence in Organizations – Consórcio para a Pesquisa da Inteligência Emocional em Organizações, www.eiconsortium.org), da Universidade de Rutgers, EUA, que incentiva pesquisas na área. BF – O senhor propõe uma interação entre a ciência e o budismo. Por quê? DG – Essa religião, que nasceu há 5 mil anos, tem uma teoria sobre a mente que explica o que nos deixa felizes, o que nos deixa infelizes e como ficar mais feliz. Eles dizem que podemos ser muito, muito, muito mais felizes do que jamais se considerou na psicologia ocidental. No MIT (Massachusetts Institute of Technology, um dos centros de excelência tecnológica do mundo), estão fazendo uma pesquisa, inspirada no livro Emoções Destrutivas, com praticantes avançados de meditação. Os neurocientistas descobriram que, quando você está feliz, cheio de energia, entusiasmado e otimista, há muita atividade em uma região do cérebro bem atrás da testa, do lado esquerdo. Mediram a atividade do cérebro de um monge tibetano enquanto ele meditava, e foi a maior taxa de atividade registrada nesse centro de emoções positivas. BF – Como isso influiu nas atitudes dele? DG – Em outro teste, colocaram o lama em contato com uma pessoa que tinha idéias opostas às dele para discutir. No início, o monge demonstrava calma, enquanto seu opositor estava nervoso e agitado. À medida que os dois conversavam, a pessoa perturbada ficou mais calma e mais feliz só por causa da interação, mesmo discordando do lama. BF – Qual o significado disso? DG – Emoções positivas são muito contagiosas: quando você está feliz, as pessoas pegam isso e tambêm ficam mais leves. O fato de a ciência ter demonstrado que aquele lama era de fato feliz revela que os budistas sabem do que estão falando e não é preciso ser budista para aproveitar esses benefícios. BF – Como foi seu contato com o Dalai-Lama? DG – O conheci em 1973, quando estava na Índia, pesquisando para a minha tese de pós-doutorado na Universidade de Harvard, EUA, sobre meditação como antídoto para estresse. Passei dois anos lá, estudando religiões asiáticas. Tive oportunidade de ver o Dalai-Lama com um grupo de tibetanos. No fim dos anos 80, ele demonstrou interesse em se encontrar com pesquisadores, e fui chamado para organizar esses eventos, que acontecem há mais de dez anos e permitem aproximar a ciência da religião. BF – Ira, inveja, cobiça, aversão e paixão são os cinco venenos que impedem nosso desenvolvimento, segundo o budismo. O senhor concorda? DG – Com certeza, não ajudam em nada (risos). Um dos resultados de nossos encontros com o Dalai-Lama foi descobrirmos que há um alto grau de concordância entre o que se pensa na neurociência, na psicologia moderna e no budismo e que diz respeito a essas emoções destrutivas. BF – Há outras emoções que nos causam mais problemas? DG – As piores são ódio, raiva, ansiedade, medo, tristeza, frustração. Não estou dizendo que se deve eliminar essas emoções. Não devemos permitir que nos controlem e levem a fazer coisas que prejudiquem a nós mesmos ou aos outros – é aí que se tornam destrutivas. Toda emoção tem seu valor, a variedade é o que faz a riqueza da vida. Se aprendermos a lidar com elas, serenando a mente para ter clareza e controle emocional, nossa vida será melhor. BF – Como isso acontece na prática? Por exemplo, com alguém que esteja infeliz no ambiente de trabalho? DG – Se você tem um trabalho que detesta, há duas maneiras de responder ao problema: repensar sua vida profissional e ir procurar outro emprego ou controlar suas emoções de modo que consiga realizar tarefas obrigatórias com objetividade. Isso aconteceu comigo. Eu adorava o trabalho, mas odiava o chefe – ele fazia com que eu me sentisse péssimo. Consegui gerenciar minhas emoções: passei a meditar, esforcei-me para ficar calmo e controlado de modo a conseguir me concentrar, apesar dos problemas com o chefe. Deu certo: ele foi promovido e foi embora. Eu mantive o trabalho e fiquei feliz. BF – A inteligência emocional tem efeito nas crianças? DG – Houve um encontro de 40 fundações em Nova York para examinar o sucesso de programas chamados Social and Emotional Learning (Aprendizado Social e Emocional), da Universidade de Illinois, EUA. São mais de 80 programas aplicados em escolas para ajudar jovens de 5 a 17 anos a serem mais competentes em relação às emoções e aos relacionamentos. O resultado é positivo: além de propiciar níveis mais baixos de agressividade e de uso de drogas, por exemplo, eles apresentam mais facilidade para aprender e tiram notas mais altas. BF – O que muda quando entendemos melhor os sentimentos? DG – Você passa a ter maior consciência de si mesmo, aprende a lidar melhor com o que provoca tristeza. E, se começar a prestar mais atenção no que os outros estão sentindo, seus relacionamentos serão mais fortes.
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